Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de julho de 2011

INVENSÕES DO BRASIL ESTÁ CRESCENTE NO MUNDO DAS INOVAÇÕES

O Brasil conseguirá algum dia se colocar entre os países mais inovadores do mundo? Note a sutileza: não se trata de sermos apenas uma sociedade de pessoas imaginativas, capazes de ter ideias originais (o que já é muito bom). Também não se trata de sermos apenas uma sociedade de pessoas e organizações criativas, capazes de ter as tais ideias originais e transformá-las em realidade (o que é melhor ainda). Trata-se de dar ainda outro passo – ter as ideias originais, transformá-las em realidade e fazer isso com regularidade e visão de mercado.




 Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA
 
O inventor e empresário Matheus Rodrigues em sua empresa, a Man.
Ele deposita patentes todo ano desde 1999. Tem 74 delas.
 
 
 
 
 

   Reprodução




O resultado pode vir na forma de um forno capaz de cozinhar alimentos no vapor, de novas formas de administrar medicamentos contra tuberculose ou de um sistema que permite o plantio enquanto protege o solo da erosão e do esgotamento de fertilidade. Esses avanços, reais, resultaram em patentes de brasileiros nos últimos anos e são alguns do exemplos do que se produz de criativo e potencialmente lucrativo no país.




Um dos indicadores fundamentais para medir esse avanço é o número de patentes registradas por brasileiros. Ele cresceu 32% ao longo da primeira década do século XXI, segundo um levantamento feito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e apresentado com exclusividade por ÉPOCA.



É um avanço relevante, porém insuficiente para que o país seja levado a sério como força inovadora global. Petrobras e Unicamp lideram a lista das 50 organizações e pessoas que mais inventaram. O levantamento não inclui os pedidos de patentes feitos por estrangeiros, que correspondem a 60% do total.




Ele avalia as patentes registradas até 2008 (o anterior parava em 2003) e dados parciais de 2009 a 2011. O atraso ocorre porque os pedidos de patentes demoram de 18 a 30 meses em análise. O estudo mostra algumas tendências no Brasil inovador:


• o número de patentes pedidas pelas empresas cresce mais lentamente que o de universidades e instituições de pesquisa, que ganham importância. Entre os dez maiores patenteadores, há quatro universidades (Unicamp, USP, UFMG e UFRJ) e uma autarquia federal que também faz pesquisa (a CNEN, Comissão Nacional de Energia Nuclear). No levantamento anterior, eram apenas duas entidades desse tipo;


• ganham destaque os inventores pequenos empresários. Há 11 deles entre os 50 maiores patenteadores;


• o agronegócio mostra sua face criativa. Há três empresas do setor entre as dez companhias que mais registram patentes: Semeato, Jacto e Embrapa.



A Lei de Inovação, de 2004, deu um empurrão para que as universidades organizassem e protegessem suas invenções. Elas foram obrigadas a criar institutos para incentivar cada pesquisador a pedir patentes e a criar projetos mais afinados com as necessidades do mercado.




A Unicamp, mais bem colocada entre as instituições de ensino e pesquisa, já havia iniciado essa empreitada antes da lei de 2004 – a primeira patente da universidade é de 1989. Mas cresceu nos últimos anos o grau de sucesso das parcerias entre a universidade e empresas.



Depois da criação da agência Inova, em 2003, responsável por cuidar da propriedade intelectual da Unicamp, foram feitos em média cinco licenciamentos de patentes por ano, para que empresas levem as invenções ao mercado. Ainda é apenas 10% do número de patentes que a instituição costuma pedir por ano, mas representa um avanço claro diante dos resultados quase nulos anteriores a 2004.




O pesquisador Nélson Durán, do Instituto de Química da universidade, diz que uma das frentes de pesquisa que têm gerado patentes é a colocação de princípios ativos de medicamentos em formatos só possíveis com nanotecnologia para que atinjam alvos específicos no organismo humano. Essas partículas extremamente pequenas podem carregar remédios de combate a males como câncer, leishmaniose e tuberculose. Um terço das patentes da Unicamp vem da área de química, que fez 217 pedidos até 2010.



Após o pioneirismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP) mostrou um movimento impressionante: saiu do 9º lugar para o 3º, em cinco anos, graças à criação de sua Agência de Inovação, em 2005. O empenho de ao menos parte dos 3 mil pesquisadores da USP em bolar inovações patenteáveis está atraindo interessados no mercado.




 “Nos dois últimos anos, notamos um forte aumento na procura da universidade pelas empresas”, afirma Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual da agência. Na USP, a unidade que mais cria patentes é a Escola Politécnica.



Outra comunidade com papel importante no Brasil inventivo é dos pequenos e médios empresários. Entre eles, destaca-se Matheus Rodrigues, fundador da empresa Máquinas Man. Ele é a pessoa física que mais fez pedidos no período completo do levantamento do Inpi, de 1999 a 2008. Foram 74. Ele é também a única pessoa física que apresentou pedidos em todos os anos ao longo do período.




Rodrigues tem 70 anos. Há 35, cria e adapta máquinas para fabricar itens de cerâmica e tijolos, depois de ter largado um emprego na indústria automobilística. Um de seus orgulhos, devidamente protegido por patente, é o aperfeiçoamento do processo de produção de um tijolo que se solidifica sem necessidade de ir ao forno.




No momento, ele se dedica à automação da linha de produção de cerâmicas de sua empresa. Rodrigues optou por registrar as patentes em seu nome porque participa de cada criação com uma equipe. A empresa tem 280 funcionários e fica em Marília, São Paulo. “Não importa se é tijolo ou automóvel. Quem gosta de criar aprende qualquer coisa”, diz.



O terceiro motor de arrancada das invenções no Brasil é o agronegócio, que desafia o estigma de setor pouco sofisticado. Petrobras e Vale, outras produtoras de mercadorias primárias, respondem por um número importante de patentes (são a 1ª e a 9ª colocadas no ranking, respectivamente). Mas elas são as duas maiores empresas do país e se veem empurradas pela concorrência global em busca de matéria-prima.





No agronegócio, a inovação ocorre em companhias menores, que conseguem participação desproporcionalmente grande na lista de patentes. As fabricantes de máquinas agrícolas Semeato e Jacto e a empresa estatal de pesquisa Embrapa registraram juntas, num período de quatro anos, 221 patentes – em conjunto, só perdem para Petrobras, Unicamp e USP. “Foi o setor em que o Brasil escolheu investir, anos atrás.





Agora, estamos colhendo os frutos dessa aposta”, diz Alfonso Abrami, especialista em inovação na consultoria Pieraccini. A Semeato, mais bem colocada, ficou em 7º lugar na lista. Ela foi fundada há 45 anos, no Rio Grande do Sul. Hoje, tem 1.800 funcionários em cinco fábricas e registros de patentes válidos em 21 países. “Nosso mercado é muito competitivo no Brasil. Precisamos criar sempre, e as patentes são consequência disso”, afirma Roberto Rossato, presidente da empresa.


A reação das universidades e o dinamismo dos pequenos inventores e do agronegócio, porém, não contam toda a história da inovação no Brasil. O fato é que as grandes empresas brasileiras ainda inovam pouco e protegem menos ainda o pouco que inovam. “Comparando as empresas de grande porte brasileiras com as de outros países, percebemos que o volume de patentes aqui ainda é muito baixo”, afirma Jorge Ávila, presidente do Inpi.





Os motivos são variados: temor da burocracia, falta de organização das empresas, incapacidade de companhias e universidades de atuar em parceria e simples desconhecimento do assunto. Por isso, perto das potências da inventividade global, nossos avanços empalidecem: entre 2000 e 2008, o número de patentes no Brasil cresceu um terço. No mesmo período, ele avançou 54% nos Estados Unidos, 60% na Coreia do Sul e 458% na China. Talvez seja hora de mudar o jeito de discutir o assunto por aqui.



Em termos comparativos com um grupo maior de países relevantes, não se pode mais dizer que o país patenteie pouco. Nações desenvolvidas como França, Itália, Espanha e Canadá avançam em ritmo parecido com o nosso ou inferior. E o próprio uso de patentes como indicador de dinamismo econômico vem sendo questionado – seus críticos lembram que elas são intensamente usadas para impedir o fluxo de conhecimento.





Mesmo assim, o esforço para elevar o número de patentes no Brasil não pode ser deixado de lado. Elas continuam sendo um indicador simples e confiável do nível de desenvolvimento, riqueza, democracia e respeito à propriedade encontrados num país.





Alccy Marthins
@alcy_martins



quinta-feira, 28 de julho de 2011

CÃO MODIFICADO GENETICAMENTE DA COREIA DO SUL BRILHA

Cientistas da Coreia do Sul afirmaram na quarta-feira (27) que criaram um cão que brilha, usando uma técnica de clonagem que pode ajudar a curar doenças em humanos, como os males de Alzheimer e Parkinson. A informação é da agência Yonhap.


Uma equipe da Universidade Nacional de Seul disse que a beagle fêmea, batizada de Tegon e nascida em 2009, fica com um brilho verde fluorescente sob luz ultravioleta, quando toma um certo tipo de antibiótico, a doxiciclina.




A cadela Tagon e seus filhotes (Foto: Reuters)
A cadela Tagon e seus filhotes
Foto: Reuters


Dois anos de testes foram feitos. A habilidade de brilhar pode ser "ligada e desligada", adicionando-se ou não a droga à comida da cadela.


"A criação de Tegon abre novos horizontes, uma vez que o gene injetado para fazer a cadela brilhar pode ser substituído por genes que causam doenças graves em humanos", disse Lee Byeong-chun, o pesquisador-chefe, segundo a agência. Ele disse que o cão foi criado usando tecnologia de tranferência de material nuclear de células.

Segundo ele, como há 268 doenças em comum entre humanos e cães, criar cães que mostram esses sintomas artificialmente pode ajudar a criar tratamentos para doenças que afligem os humanos.



Patinha de Tagon 'brilha' quando submetida a luz ultravioleta (Foto: Reuters)
Patinha de Tagon 'brilha' quando submetida a luz ultravioleta
Foto: Reuters

A pesquisa tomou quatro anos e gastou US$ 3 milhões, segundo a Yonhap. Os resultados saíram na publicação internacional 'Genesis'.




Alccy Marthins
@alcy_martins





terça-feira, 26 de julho de 2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFCE DESCOBRE NOVA ESPÉCIE DE LAGARTO

Pesquisadores do Núcleo Regional de Ofiologia (Nurof) da Universidade Federal do Ceará, vinculado ao Departamento de Biologia, identificaram uma nova espécie de lagarto natural do Vale do Jaguaribe, na região leste do Estado. Desde 2008, os animais vinham sendo coletados e analisados.



Tropidurus jaguaribanus
















No último dia 27 de junho, a espécie Tropidurus jaguaribanus foi reconhecida através de publicação de artigo científico na revista neozelandeza "Zootaxa". A equipe envolvida é formada por Daniel Passos Cunha, graduando em Ciências Biológicas pela UFC; Daniel Cassiano Lima, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e doutorando em Biodiversidade Animal na Universidade Federal de Santa Maria (RS); e Diva Maria Borges Nojosa, coordenadora do Nurof e docente do Departamento de Biologia da UFC.



De acordo com Daniel Passos, a descoberta ocorreu em meio às atividades de catalogação de espécies que o núcleo realiza de forma constante. "Fizemos um inventário das espécies de São João do Jaguaribe e, de cara, vimos que essa parecia com o calango-de-lajeiro, típico da caatinga, mas se distinguia pela coloração", explica.



O estudante esclarece que a principal diferença está no fato de o Tropidurus jaguaribanus ter apenas uma listra clara no dorso – que vai da área do focinho à região escapular –, enquanto as espécies semelhantes têm uma faixa que segue até a base da cauda, ou até possuem mais de uma listra.


A equipe coletou dez espécimes do novo lagarto, que agora fazem parte do acervo do Nurof. Durante a pesquisa, o grupo contou com o suporte do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. O resumo do artigo, intitulado "Uma nova espécie de Tropidurus (Squamata, Tropiduridae) do grupo semitaeniatus de uma área semiárida no Nordeste do Brasil",



Alccy Marthins
@alcy_martins 

sábado, 23 de julho de 2011

ÁGUA NO UNIVERSO UMA SUBSTÂNCIA DE VALOR INCALCULÁVEL

Astrônomos descobriram a maior quantidade de água já registrada no Universo a uma distância de mais de 12 bilhões de anos-luz da Terra. A quantidade de água equivale a 140 trilhões de vezes todo o volume de água nos oceanos de nosso planeta.


A grande quantidade de água se encontra na forma de vapor, em volta de um quasar chamado APM 08279+5255. Um quasar é o núcleo de uma galáxia, confinado num espaço pequeno, em relação à sua massa, que abriga um buraco negro. Nesse quasar específico, há um buraco negro com 20 bilhões de vezes a massa do Sol, que produz uma quantidade de energia equivalente a um quadrilhão de vezes à da nossa estrela.
Ilustração mostra como é a visão de um quasar como o APM 08279+5255 (Foto: Nasa / ESA)
Ilustração mostra como é a visão de um quasar como o APM 08279+5255
(Foto: Nasa / ESA)


A água está em forma de vapor e ajuda a compreender a natureza do quasar. A medição desse vapor e de moléculas de outros tipos, tais como monóxido de carbono, sugerem que há gás suficiente para alimentar o buraco negro até que ele atinja seis vezes seu tamanho.


O gás liberado por esse buraco negro está numa temperatura de 53º C negativos, o que é cinco vezes mais quente que os gases soltos na Via Láctea. O vapor d’água da Via Láctea fica congelado, e também por isso a quantidade de água em nossa galáxia é 4 mil vezes menor que no quasar.
“O ambiente em volta desse quasar é muito peculiar e por isso produz essa grande massa de água”, disse Matt Bradford, pesquisador da Nasa. “É mais uma demonstração de que a água é dominante por todo o Universo, mesmo nos tempos mais primórdios”, completou.


A pesquisa foi desenvolvida por dois grupos de astrônomos, formados por cientistas ligados a diversos institutos. A descoberta foi publicada pela revista “Astrophysical Journal Letters”.



Alccy Martins

quarta-feira, 13 de julho de 2011

INSEGURANÇA PODE DESTRUIR RELACIONAMENTOS



 

Sentir-se inseguro diante do desconhecido ou do novo, é completamente natural. Insegurança diante da impetuosidade da paixão ou da falta de garantias no amor, também pode ser compreensível. Entretanto, na linha tênue do coração, é preciso encontrar uma medida saudável e criativa para todos os sentimentos.
De 0 a 10, quanto sua insegurança pode destruir sua chance de ser feliz?




Se você vive inseguro, sentindo-se ansioso, tenso e com a sensação de que, a qualquer momento, pode perder a pessoa amada ou ser substituído por alguém “mais interessante”, talvez seja momento de relaxar e rever seus conceitos sobre si mesmo. Esta semana, presenciei um comportamento decorrente de uma insegurança desmedida e destrutiva e comecei a observar o quanto uma pessoa pode construir seu próprio futuro de modo mascarado, empobrecido e equivocado sem se dar conta, tão afetada que está pela falta de reconhecimento de suas próprias capacidades. 

Em decorrência dessa miopia, certamente vai experimentar relações doentias, magoar-se recorrentemente diante da constatação de que suas estratégias são frágeis e ineficientes e, especialmente, amargar uma solidão dolorosa, que é fruto de sua dinâmica interior. Pessoas inseguras, principalmente quando estão se relacionando, correm o risco de inventar “verdades” para justificar comportamentos agressivos e insanos, sobretudo para afastar aqueles que, por motivos também inventados, parecem representar uma ameaça à sua suposta felicidade. 

Pois pode apostar: felicidade autêntica não carece de insegurança, e muito menos é ameaçada por quem quer que seja. Se o que você vive realmente é amor, se está construindo um relacionamento saudável, em busca de amadurecimento e cumplicidade, certamente não precisa afastar ninguém, porque seu coração está em sintonia com o universo e com a pessoa amada. 

Passar seus dias pensando em estratégias para derrotar inimigos que nem existem só vai fazer você perder a maravilhosa oportunidade de ser feliz neste relacionamento ou com a simples possibilidade de vir a se relacionar. E, certamente, você se transformará numa pessoa mal-humorada, pesada, briguenta, chata e... feia! E o pior é que não só você perderá com tudo isso, mas também as pessoas que você mais ama, sejam seus familiares, amigos e até seu par! 

Sugiro que você faça uma autoavaliação bastante honesta e, para efeito de percepção, dê uma nota de 0 a 10 para sua insegurança. Tente se dar conta de como tem nutrido sua autoestima, do quanto tem valorizado suas qualidades e do quanto, acima de tudo, tem trabalhado suas limitações. Admita que tem medo de perder, que sente ciúme, que ainda não se tornou a pessoa que gostaria de ser. Assim, estará no caminho de se tornar... E isto é evolução!


Alccy Marthins

MENINA CHORA SANGUE EM VEZ DE LÁGRIMAS

A Sociedade Brasileira de Clínica Médica divulgou nesta terça-feira (12) um laudo sobre o caso da menina de Meridiano, no interior de São Paulo, que chora sangue. Débora Santos ficou internada durante 13 dias em São Paulo e passou por vários exames. Nenhum problema grave foi constatado no corpo da adolescente. A conclusão é que os vasos sanguíneos próximos dos olhos se rompem com o aumento da pressão. Por isso, o sangue vaza. Débora está sendo tratada com remédios que apresentam resultados positivos.



chora1 (Foto: Divulgação)
Débora Oliveira dos Santos, de 17 anos, afirma
sangrar pelos olhos
(Foto: Diana Viana de Oliveira)


Segundo o laudo médico, a paciente internada no Hospital São Paulo recebeu, entre 30 de junho e 12 de julho, tratamento de uma equipe multiprofissional formada por oftalmologistas, neurologistas, especialistas em coagulação, psicólogos e psiquiatras. Também foi submetida a exames oftalmológicos, neurológicos e a uma angiorressonância, que afastaram a existência de problemas mais graves. Antonio Carlos Lopes, chefe da equipe médica que cuidou da paciente, realizou exames clínicos e também conversou longamente com ela. De acordo com o especialista, a paciente conta que os sintomas que precedem o sangramento são calor no rosto e aumento da pressão na cabeça.


A equipe médica trabalha com a hipótese de que se trata de uma disfunção neurovegetativa com alteração na vasomotricidade. Em outras palavras, as pequenas veias na região dos olhos se dilatam e têm sua permeabilidade alterada, rompendo-se com o aumento da pressão sanguínea. Há possibilidade de que essa alteração seja consequência de traumas sofridos na infância.


Os médicos ministraram à paciente um tratamento à base de medicamentos (betabloqueador e calmante leve) que se mostraram eficazes no controle do sangramento. Eles recomendam que ela também receba acompanhamento psicoterápico. Caso haja necessidade de tomar o medicamento pela vida toda, não há nenhum inconveniente, porque é uma medicação que protege o coração, estabiliza a pressão arterial e diminui as chances de infarto e arritmia.


Lopes recomenda que, para a devida eficácia do tratamento, é preciso que a paciente tome corretamente os medicamentos conforme orientação da equipe médica.

“Eu me controlo para não chorar. Não posso me exaltar bastante porque vou sangrar. Eu ainda não me acostumei. É muito chato eu não poder me expressar. Vou fazer prova, fico nervosa, choro e sai sangue. Alguns meninos e meninas ficam assustados e sentem nojo. Ficam longe de mim. Então eu fico meio que isolada dos demais. A minha sorte é que os professores são a melhor coisa da escola”, disse Débora ao G1.

Parentes contam que Débora começou a sangrar com 14 anos, quando trabalhava como babá e foi agredida por sua patroa no Ceará. Os sangramentos eram somente nos ouvidos e nariz.



Alccy Marthins

terça-feira, 12 de julho de 2011

JOHN DALTON NO GLOBO CIÊNCIA


Jonh Dalton (Foto: Reprodução de TV)
Jonh Dalton
(Foto: Reprodução de TV)



O Globo Ciência conta a história do inglês John Dalton, cientista cuja grande contribuição foi ter desenvolvido a primeira teoria atômica, ainda no século XIX. As descobertas de Dalton ficaram logo ultrapassadas. Mas mesmo assim, é dele o pontapé inicial em toda a Química moderna. “Do ponto de vista histórico e filosófico, Dalton é considerado o pai das teorias atômicas. Durante mais de 20 séculos ninguém manipulou o conceito de átomo. Ele teve a audácia e a coragem de manipular essas teorias para tentar explicar o que seria essa matéria diminuta”, afirma o chefe do Departamento de Química Geral e Inorgânica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Artur Gonçalves.

Os mais de 2 mil anos aos quais o professor faz referência remetem à Grécia Antiga, quando a ideia de “átomo” surgiu, sob uma ótica filosófica. Filósofos gregos, cinco séculos antes de Cristo, chegaram ao conceito de uma partícula indivisível que ainda guardasse as propriedades da matéria original. Na primeira década do século XIX, Dalton publicou alguns trabalhos que revelaram à comunidade científica a base de sua teoria atômica. Neles, o cientista postulou, por exemplo, que toda matéria é formada por partículas fundamentais, os átomos, e que essas partículas seriam indivisíveis. Dalton considerava o átomo uma esfera maciça, homogênea, indivisível, indestrutível e de carga elétrica neutra.

Em pouco mais de cem anos, no entanto, o conhecimento sobre os átomos foi ficando cada vez mais complexo e se sofisticando. Em 1897, Thomson descobriu que o átomo possuía partículas menores, com cargas elétricas negativas (elétrons). Posteriormente, já nas primeiras décadas do século XX, surgiu o modelo atômico planetário de Rutherford-Bohr. Desde então, entende-se que o átomo possui um núcleo com cargas positivas e que os elétrons orbitam ao seu redor.


Apesar de ter se tornado obsoleta rapidamente, Gonçalves reconhece a relevância de Dalton: “A ciência a partir dele evoluiu muito. A teoria de Dalton está ultrapassada, mas do ponto de vista histórico e filosófico é importantíssima.” Confira o que continua valendo e o que já foi desmentido, dentre os postulados básicos da teoria atômica de Dalton:

1. Toda matéria é formada por partículas fundamentais, os átomos.
Verdadeiro. A afirmação de Dalton continua válida até hoje.

2. Os átomos não podem ser criados ou destruídos, eles são permanentes e indivisíveis.
Não é verdade. Os átomos são divisíveis e compostos por partículas ainda menores, como prótons, nêutrons, elétrons, dentre outras.

3.Um composto químico é formado pela combinação de átomos de dois ou mais elementos em uma razão fixa.
Ainda é válido. Cada átomo de um determinado elemento presente em um composto tem a mesma massa. Assim, a composição deve ser sempre a mesma.

4. Os átomos de um mesmo elemento são idênticos em todos os aspectos, já os átomos de diferentes elementos possuem propriedades diferentes.
Devido à existência de isótopos, nem todos os átomos de um mesmo elemento tem a mesma massa.

5. Em uma reação química, os átomos dos elementos permanecem inalterados.
É verdade. Isso explica porque a massa é conservada nas reações químicas.



Alccy Marthins